Lipo enzimática: conheça os benefícios e riscos do tratamento para gordura localizada

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Lipoaspiração, lipo LAD, drenagem linfática, lifting… São infinitos o meios oferecidos pela medicina ou estética para conquistar o “corpo dos sonhos”. A lista ainda inclui a lipo enzimática, técnica com foco na eliminação de gordura localizada que vem se popularizando.

O procedimento foi mostrado pela influenciadora e Miss Brasil 2013 Jakelyne Oliveira nas redes sociais. Nos vídeos, ela exibiu o abdômen com as marcações onde foram feitas as aplicações de enzimas. Mas a técnica é mesmo eficaz e segura?

O que é e como funciona?

Quem responde as dúvidas é a dermatologista Erika Carneiro. A médica explica que o procedimento utiliza uma combinação de enzimas específicas que ajudam na quebra e eliminação de gordura localizada, ou seja, não é um método de emagrecimento, mas de remodelação do corpo.

Ao contrário de outros protocolos estéticos, esse acontece através de injeções subcutâneas e não necessita de cortes. As substâncias mais comuns utilizadas nas aplicações são:

  • Arginina: possui ação lipolítica (processo de quebra dos lipídios);
  • Cafeína: aumenta a quebra de gordura e diminui o tamanho das células adiposas – que armazenam alta taxa de gordura;
  • Desoxicolato de sódio: promove o rompimento das células adiposas, resultando em lipólise e retração da pele;
  • Fosfatidilcolina: ajuda na quebra das células de gordura.

“A técnica consiste na aplicação destas enzimas diretamente na área com gordura localizada. Elas atuam degradando as células adiposas, facilitando sua eliminação pelo corpo.”

Benefícios

Além de ser minimamente invasiva, em comparação a outros procedimentos estéticos, ela apresenta outras vantagens:

  • Oferece resultado a curto prazo, logo na segunda ou terceira sessão;
  • Pode ser usada em várias parte do corpo, como abdômen, coxa, costas, glúteos ou papada;
  • Melhora a aparência da celulite;
  • Ajuda a remodelar o contorno corporal.

Cuidados e riscos

Apesar dos benefícios da lipo enzimática, Erika Carneiro comenta que “a eficácia e segurança do tratamento podem variar”. Ela detalha que, de fato, existem estudos que comprovam a redução de gordura localizada, mas o resultado vai “depender de fatores individuais, como a área tratada e o metabolismo da pessoa”.

“As substâncias utilizadas nestas misturas têm registro na Anvisa, mas ainda não foram aprovadas para uso injetável. Por isso, é importante consultar um profissional qualificado antes de proceder”, destaca a especialista.

Além disso, ela afirma que, “como qualquer procedimento que envolve injeções, existem riscos potenciais, incluindo dor, edema, hematomas e vermelhidão nos primeiros dias após a aplicação”.

O tratamento é, geralmente, feito por quem quer perder aquelas gordurinhas em regiões específicas do corpo, nas quais a “dieta e exercício não são suficientes”. Mas é preciso ficar atento às contraindicações.

  • Pessoas com obesidade;
  • Pessoas que buscam perda de peso significativa;
  • Gestantes ou lactantes;
  • Alergia às enzimas utilizadas;
  • Infecções ou inflamações na área a ser tratada;
  • Doenças autoimunes ou imunossupressão (baixa imunidade).

Atenção!

Lipo enzimática: especialista destaca risco e contraindicações sobre o procedimento estético injetável — Foto: Freepik

Lipo enzimática: especialista destaca risco e contraindicações sobre o procedimento estético injetável — Foto: Freepik

Quem faz uso de medicações para tratamento da obesidade ou diabetes deve consultar um médico antes de recorrer à lipo enzimática: “Não há contraindicação absoluta, mas cada paciente deve ser avaliado individualmente.”

No caso de pessoas muito magras, o principal risco é a possível remoção excessiva de gordura: “Isso pode levar a assimetrias ou aparência desproporcional. Além disso, os resultados podem não ser tão significativos quanto em pessoas com maiores depósitos de gordura localizada.”

A médica reforça a importância de sempre verificar as credenciais do profissional que realizará o procedimento, assim como os equipamentos e produtos. Isso porque profissionais sem a capacitação adequada para este procedimento podem aumentar os riscos de complicações:

“Dermatologistas, cirurgiões plásticos e médicos com formação adequada são os mais indicados. É essencial uma consulta inicial detalhada para discutir os objetivos, expectativas e potenciais riscos do procedimento”, alerta.

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