A multibilionária indústria da moda, também conhecida por sua rapidez e grande capacidade de inovação, vem, há algum tempo, sendo analisada e julgada por conta das consequências socioambientais nocivas que essa indústria tem causado em comunidades locais e populações vulneráveis, incluindo exploração de mão de obra, trabalho infantil, condições de trabalho precárias e impactos na saúde humana devido à exposição a produtos químicos tóxicos, dentre outros. Atitudes como estas, muito comuns, chocaram o mundo e, como consequência, surgiu uma manifestação de boicote a estas práticas inaceitáveis.


Com isso, nasceu um movimento que exige uma atuação mais ética e sustentável no Fashion World e, com este artigo, vamos analisar quais os desafios a serem enfrentados pela indústria da moda nesse sentido, quais as tendências emergentes e quais as inovações que estão moldando um futuro mais consciente.


Para atingir as “necessidades” do Mercado Fashion, que demanda um dinamismo frenético, o ciclo de criação, produção e consumo precisa ser extremamente rápido e tudo isso, obviamente, tem um custo significativo. Na ânsia de responder à altura desta alta demanda, não se medem esforços nesse sentido, fazendo com que, muitas vezes, sejam ultrapassados e desrespeitados os limites da ética e do bom senso e os impactos negativos desta moda são abundantes e preocupantes.


Neste cenário, temas como trabalho infantil, condições precárias de trabalho, salários injustos, danos causados ​​à sociedade e ao meio ambiente, dentre outros, representam grande preocupação e, por conta disso, as marcas vêm sendo pressionadas a adotar práticas mais éticas em toda a sua cadeia de suprimentos, desde a colheita de matéria-prima até a fabricação e distribuição de produtos acabados.

Diante desta preocupação mundial absolutamente plausível, a sustentabilidade tornou-se uma prioridade para muitas marcas, as quais adotaram iniciativas que ganham destaque entre grifes no mundo inteiro tais como moda circular, Design Sustentável, Reutilização e Upcycling, uso de materiais eco friendly e redução de resíduos. A busca por alternativas sustentáveis trouxe avanços significativos no Universo Fashion, e, atualmente, as brands se preocupam com suas ações sustentáveis utilizando desde tecidos inovadores até métodos de produção mais eficientes.


Nesse mesmo sentido, tendências como moda vegana, inclusiva e transparência na cadeia de suprimentos estão transformando a indústria da moda numa versão futurista e sustentável. Marcas que abraçam essas tendências estão se destacando e conquistando o apoio de consumidores cada vez mais conscientes.


Contudo, como em todo processo de mudança, sempre há muita resistência. Além disso, a falta de regulamentação e da complexidade da cadeia de suprimentos do mundo fashion acabam por dificultar as mudanças que são necessárias.

No Brasil, mais especificamente, contamos com a falta de regramento específico, isto é, do Fashion Law, ramo ainda em desenvolvimento na país, como já vimos anteriormente.
É nítido e inegável que tivemos muitos avanços relativos ao Mundo Fashion, mas ainda há muito a se fazer. Mesmo com esse movimento sustentável, a indústria da moda ainda enfrenta desafios significativos na adoção de práticas éticas e sustentáveis e, pelo que já deu para ver, o caminho será longo.


Contudo, embora haja desafios pela frente, há também muitas razões para otimismo. A movimentação rumo a uma moda mais ética e sustentável está ganhando espaço, angariando apoio e seguidores por onde passa, impulsionado pela demanda dos consumidores e pelo compromisso das marcas em fazer a diferença. Certamente, com esforços contínuos e colaboração entre todas as partes envolvidas, podemos moldar um futuro onde a moda seja sinônimo de ética, sustentabilidade e inclusão.

Por: Ana Paula D’Emilio

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