O novo luxo está na curadoria: Yan Acioli e Patricia Romano promovem experiência que ressignifica o consumo de moda
O stylist Yan Acioli e Patricia Romano, diretora de comunicação da Dolce & Gabbana, promovem em São Paulo uma edição do Friends & Family, reunindo peças de seus acervos pessoais e produções especiais. Mais do que um bazar de luxo, o evento reflete o crescimento do second hand premium, do upcycling e da economia circular na moda contemporânea, reforçando a curadoria como um dos principais símbolos do novo luxo.
Entre arquivos pessoais, peças com história e um olhar cada vez mais atento ao consumo consciente, o mercado de luxo vive uma transformação silenciosa.
É nesse contexto que o stylist Yan Acioli e Patricia Romano, diretora de comunicação da Dolce & Gabbana, promovem em São Paulo uma edição do Friends & Family, iniciativa que reúne itens selecionados de seus acervos pessoais em uma experiência que ultrapassa a lógica tradicional da compra.
Mais do que um bazar, o encontro reflete uma mudança de comportamento que vem redefinindo a relação entre desejo, exclusividade e valor cultural.
Durante três dias, nos Jardins, um dos endereços mais emblemáticos da capital paulista, peças de marcas como Gucci, Prada, Louis Vuitton, Saint Laurent, Celine, Hermès e Cartier encontram novos significados através da revenda de luxo, do second hand e da valorização de artigos que carregam história, memória e contexto.
O que antes era visto apenas como consumo passa a ocupar um território mais sofisticado: o da seleção consciente.
A ascensão do mercado de revenda premium acompanha um movimento global que aproxima moda, sustentabilidade e comportamento. O interesse crescente por peças com trajetória própria revela uma nova percepção de luxo — menos associada à novidade e mais conectada à autenticidade, relevância cultural e permanência.
Nesse cenário, iniciativas como o Friends & Family funcionam como retratos de uma indústria que começa a olhar para o futuro sem abrir mão da história.
Porque, no luxo contemporâneo, possuir já não é suficiente.
O que importa é a narrativa que acompanha cada peça.