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Viih Tube: Da Menina da Internet à Construção de um Império de Influência, Família e Negócios

Antes da Influência, Existia uma Menina

Como uma adolescente que procurava conexão através da internet iniciou uma jornada que mais tarde se transformaria em uma das histórias mais acompanhadas da cultura digital brasileira

Em algum lugar entre uma reunião sobre novos negócios, uma gravação para milhões de seguidores, uma mamadeira preparada durante a madrugada e o som das crianças correndo pela casa, existe uma cena que talvez explique melhor a história de Viih Tube do que qualquer número jamais poderia explicar.

  • Não é uma cena de televisão.
  • Não é uma campanha publicitária.
  • Não é uma fotografia produzida para as redes sociais.

É apenas uma mulher vivendo a própria vida.

Uma mulher que, por acaso, cresceu diante de milhões de pessoas.

Durante mais de uma década, o Brasil acompanhou praticamente todas as fases da sua trajetória. A adolescente que gravava vídeos em um quarto. A criadora de conteúdo que se transformou em fenômeno digital. A jovem que enfrentou críticas, julgamentos e polêmicas públicas. A participante de reality show. A empresária. A esposa. A mãe.

As redes sociais registram momentos. Uma boa reportagem tenta compreender transformações. E talvez seja justamente isso que torne a trajetória de Viih Tube tão relevante para uma geração inteira.

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Antes da Influência, Existia uma Menina

  • Foi sobre crescimento.
  • Foi sobre amadurecimento.

Os números brasileiros ainda revelam uma estrutura longe da igualdade. O Panorama Mulheres 2025, realizado pelo Instituto Talenses Group em parceria com o Insper, mostrou mulheres em 17% das presidências, 20% das vice-presidências, 30% das diretorias e somente 17% dos assentos em conselhos de administração nas 310 empresas pesquisadas. Ao mesmo tempo, outro levantamento citado pelo Confea em 2026 apontou que mulheres ocupavam 36,7% das posições de liderança empresarial no Brasil, acima da média global de 34%. O avanço existe; a concentração do poder no topo também.

É justamente nesse topo que algumas trajetórias brasileiras começam a adquirir outra escala.

Foi sobre a capacidade humana de continuar evoluindo mesmo quando milhões de pessoas acreditam já saber exatamente quem você é.

Hoje, quando alguém olha para Viih Tube, enxerga uma das maiores influenciadoras do país, uma empresária bem-sucedida, uma mulher que construiu uma família admirada por milhões de seguidores e uma das personalidades mais relevantes da creator economy brasileira.

Mas para entender como ela chegou até aqui, é preciso voltar para um tempo em que nada disso existia. Um tempo em que ainda não existia Viih Tube. Existia apenas Vitória.

VIIH TUBE - Foto: Arquivo pessoal

Toda grande história começa antes que alguém perceba. Ela começa em momentos aparentemente comuns. Em situações que, vistas de fora, não parecem extraordinárias. E talvez seja justamente por isso que sejam tão importantes.

Porque ninguém nasce preparado para se tornar uma figura pública. Ninguém nasce sabendo lidar com milhões de opiniões. Ninguém nasce compreendendo o peso da exposição. Antes da influência, existe a pessoa. Antes da personagem, existe o ser humano. Antes de Viih Tube, existia uma menina chamada Vitória di Felice Moraes.

Como tantas outras adolescentes brasileiras, ela cresceu em uma geração que viu a internet deixar de ser uma curiosidade tecnológica para se tornar parte inseparável da vida cotidiana. Uma geração que aprendeu a fazer amizades online, compartilhar pensamentos em plataformas digitais e construir relações através de telas.

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Ciência brasileira também é poder internacional

Mas existe algo que diferencia algumas pessoas das demais. Enquanto muitos utilizam a internet apenas para consumir conteúdo, outros descobrem nela uma forma de expressão. Vitória pertence ao segundo grupo.

Muito antes de compreender o que significava influência digital, ela encontrou na produção de vídeos uma forma de comunicação. Não era uma estratégia de negócios. Não era um plano de carreira. Era uma conversa. Talvez essa seja a parte da sua trajetória que mais se perdeu ao longo dos anos.

Quando observamos alguém já consolidado, tendemos a imaginar que tudo começou com um objetivo claro. Mas raramente funciona assim. A maioria das histórias começa com curiosidade.

  • Com tentativa.
  • Com improviso.
  • Com vontade de compartilhar algo.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Escreva o conteúdo aqui. A câmera não surgiu primeiro como instrumento de trabalho.

  • Surgiu como companhia.
  • Como espaço de expressão.
  • Como um ambiente onde pensamentos podiam ganhar voz.

Naquele momento, ninguém poderia imaginar que aqueles vídeos simples se transformariam em uma das maiores comunidades digitais do país. Nem mesmo ela.

Existe uma palavra que ajuda a compreender toda a trajetória de Viih Tube.

Essa palavra aparece muito antes da influência. Muito antes da fama. Muito antes dos negócios. Ela aparece no início. Porque o que fazia pessoas assistirem aos seus vídeos não era uma produção sofisticada. Não eram recursos técnicos. Não eram estratégias de marketing.

Era identificação.

Milhares de jovens encontravam nela alguém que parecia viver experiências parecidas com as suas. Alguém que falava de forma próxima. Alguém que transmitia espontaneidade. Alguém que parecia real.

E em uma fase da vida em que quase todo mundo procura pertencimento, encontrar alguém que gera identificação pode ser profundamente poderoso. Foi assim que a audiência começou a surgir. Não como um fenômeno repentino. Mas como consequência natural de uma conexão genuína. Enquanto muitas pessoas tentavam construir personagens, Vitória estava simplesmente compartilhando quem era.

A maioria das pessoas possui o privilégio de errar longe dos holofotes. Possui o privilégio de mudar sem precisar justificar cada transformação. Possui o privilégio de abandonar versões antigas de si mesma sem que elas permaneçam registradas para sempre.

Criadores de conteúdo raramente possuem esse privilégio. Cada fase fica documentada. Cada escolha fica arquivada. Cada erro continua existindo muito depois que a pessoa já aprendeu com ele. Mas isso ainda estava distante.

Naquele momento, existia apenas uma adolescente construindo uma comunidade sem imaginar que sua própria vida se tornaria parte da história da internet brasileira.

O crescimento não aconteceu da noite para o dia. Essa talvez seja uma das maiores ilusões produzidas pela cultura digital. O público costuma enxergar apenas o momento em que alguém se torna conhecido. Raramente vê os meses. Os anos. As centenas de vídeos. As tentativas. Os aprendizados. As inseguranças.

Quando a audiência começou a crescer de forma mais acelerada, Viih Tube passou a viver uma experiência que poucas pessoas conseguem compreender completamente. A sensação de perceber que existe gente ouvindo. Parece simples. Mas não é.

Porque existe uma enorme diferença entre falar sozinho e perceber que suas palavras encontram eco em outras vidas. Pouco a pouco, a comunidade cresceu. Os números cresceram. A visibilidade cresceu. Mas algo ainda mais importante cresceu junto. A responsabilidade. Cada novo inscrito representava alguém dedicando tempo para ouvir suas histórias. Cada comentário representava alguém criando uma conexão.

Cada mensagem representava uma vida sendo tocada de alguma forma pelo conteúdo que ela produzia. Sem perceber, a menina que havia começado gravando vídeos por espontaneidade estava aprendendo algo que se tornaria uma das maiores competências da sua trajetória.

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