Geovanna Sophie Godoy: aos cinco anos, um sonho de modelo começa pelas mãos de sua mãe

De Içara, em Santa Catarina, Geovanna acaba de chegar às redes sociais e já vive sua primeira parceria na moda infantil. Em entrevista exclusiva à VOLPH, sua mãe conta uma história construída entre incentivo, desenvolvimento e a decisão de acreditar no sonho da filha.

Antes de Geovanna Sophie Godoy ter um perfil nas redes sociais, alguém já dizia à menina que ela podia sonhar. Era sua mãe. Aos cinco anos, quando a carreira ainda é apenas uma possibilidade e o futuro tem o tamanho da imaginação de uma criança, é também dela que vem a frase que acompanha Geovanna: é preciso batalhar, ter fé, correr atrás dos próprios sonhos — e saber que a mãe estará sempre ao seu lado.

É difícil contar o começo de Geovanna sem perceber essa presença.

De Içara, em Santa Catarina, a menina conhecida nas redes como @geovannasophiegodoy está dando seus primeiros passos como modelo e influenciadora. Sua chegada ao Instagram é tão recente que, quando a mãe concedeu esta entrevista à VOLPH, fazia poucos dias que o perfil havia começado a ganhar movimento. Ainda assim, uma primeira parceria já havia surgido.

A história começou antes da conta ser criada. Pessoas próximas comentavam que Geovanna era fotogênica e que poderia fazer comerciais de roupas para lojas. A possibilidade era ouvida, mas não havia se transformado em projeto. Até que a família decidiu experimentar.

Geovanna participou de um processo em uma agência de modelos, fez fotos e um desfile. A conversa posterior sobre o funcionamento desse mercado ajudou sua mãe a compreender melhor aquele universo e a considerar também a presença digital como parte do caminho. Foi então que nasceu o perfil da menina. Pouco depois, uma loja de roupas infantis encontrou Geovanna nas redes e a convidou para uma parceria usando looks da marca.

Para uma carreira que praticamente acaba de começar, o primeiro convite tem um significado particular. Não porque seja possível saber o que acontecerá depois, mas porque transforma uma ideia até então abstrata em experiência real.

Uma menina antes de qualquer personagem

A Geovanna que sua mãe apresenta à VOLPH não começa por trabalhos, seguidores ou números. Ela é descrita como uma menina alegre, espontânea, intensa, engraçada e detalhista. Aos cinco anos, sua presença digital acompanha justamente uma vida que ainda acontece principalmente fora da tela.

O conteúdo segue uma direção natural e cotidiana. A mãe registra momentos do dia a dia e ocasiões especiais, sem tentar construir para a filha uma personalidade diferente daquela que existe em casa. Na entrevista, uma ideia aparece com especial clareza: Geovanna é uma criança e deve poder agir como criança. É isso que a família entende como autenticidade.

Esse detalhe ganha ainda mais importância quando se conhece uma parte da trajetória de Geovanna que não aparece necessariamente em uma fotografia.

Sua mãe conta que a menina é autista nível 1 e descreve uma evolução significativa ao longo do tempo. Houve, segundo ela, “altos e baixos”, acompanhados por dedicação ao desenvolvimento da filha. Hoje, a maneira como olha para esse percurso é muito diferente: vê uma criança cuidada, em evolução e cercada por motivos para celebrar.

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Não é necessário transformar esse aspecto da vida de Geovanna em explicação para tudo o que ela é. Nem deveria ser. Ele faz parte de sua história, mas não resume sua personalidade, seus interesses ou aquilo que poderá construir. O que chama atenção no relato da mãe é o percurso compartilhado: uma criança se desenvolvendo e uma mãe que decidiu acompanhá-la de perto durante esse processo.

É aí que a história das duas se torna especialmente íntima.

A mãe que aparece no começo do sonho

Quando perguntada sobre quem inspirou Geovanna no início, a resposta volta para a mãe. É ela quem ensina a filha a acreditar que sonhos exigem persistência. É também ela quem promete apoio enquanto Geovanna descobre o que deseja fazer.

Há uma diferença importante entre escolher o futuro de uma criança e criar condições para que ela possa experimentar um sonho. Geovanna tem cinco anos. Hoje diz que quer ser modelo. Amanhã poderá continuar querendo exatamente isso ou descobrir outros interesses. O que sua história registra neste momento é uma mãe disposta a ajudá-la a tentar.

Essa relação aparece novamente quando a família fala sobre aquilo que move a menina diariamente: o amor recebido da família e dos amigos. A carreira está começando, mas a estrutura afetiva já existia antes dela.

Talvez por isso a primeira parceria tenha um valor que números não conseguem explicar. A Boutique Lore Kids é apontada pela família como a primeira colaboração de Geovanna. Para quem observa de fora, pode ser simplesmente um trabalho inicial com moda infantil. Para uma mãe que acabou de abrir um perfil para a filha e decidiu testar uma possibilidade que tantas pessoas já haviam mencionado, o convite funciona também como o primeiro sinal concreto de que aquele caminho começou a existir.

E Geovanna ainda está literalmente no início. A própria mãe reconhece que existe muito a aprender. Em vez de apresentar a menina como uma profissional pronta, ela fala de evolução, disposição para colaborar e vontade de construir uma trajetória na moda e como modelo.

Quando cada pequena conquista ainda parece grande

Existe uma passagem especialmente reveladora na entrevista. Ao falar sobre a maior conquista de Geovanna até agora, sua mãe não escolhe um único acontecimento. Como a menina está “nascendo” nas redes, ela conta que cada visualização, convite, curtida e comentário ainda é recebido como uma conquista. Aos cinco anos, são esses pequenos sinais que compõem o primeiro capítulo.

O sonho profissional, por sua vez, cabe em uma frase muito simples: Geovanna quer ser modelo.

A família imagina que, nos próximos anos, ela possa construir uma trajetória mais sólida, estabelecer parcerias e continuar se desenvolvendo nesse universo. Marcas de vestuário infantil aparecem como uma conexão natural neste momento, coerente com o interesse da menina pela moda e com o primeiro trabalho que já chegou pelas redes.

Há também um desejo profundamente pessoal por trás desse futuro. Na entrevista, a mãe imagina o dia em que as pessoas poderão olhar para Geovanna e reconhecer a distância percorrida por uma menina que foi criada por ela e chegou às próprias conquistas. Não é apenas uma expectativa de visibilidade. No relato, existe o desejo de que a filha seja reconhecida por tudo aquilo que conseguiu construir.

Para compreender essa frase, é preciso voltar à parte da história que veio antes das redes: aos períodos de desenvolvimento, aos altos e baixos mencionados pela mãe, ao cuidado dedicado à filha e à decisão de continuar acreditando nela.

É por isso que o primeiro convite importa.

É por isso que algumas curtidas podem importar.

E é por isso que uma menina de cinco anos fazendo suas primeiras fotografias pode representar, dentro de uma família, muito mais do que aquilo que aparece na imagem.

Geovanna ainda tem uma história inteira para descobrir. Não sabemos se seu futuro será construído integralmente na moda, diante das câmeras ou em um caminho que ainda nem apareceu. Seria cedo demais para decidir por ela.

O que existe hoje é mais simples e mais verdadeiro: uma menina alegre, intensa e detalhista que diz querer ser modelo; uma primeira parceria; um perfil que acaba de nascer; e uma mãe que esteve ao seu lado muito antes de qualquer pessoa começar a segui-la.

Se um dia Geovanna voltar às primeiras imagens de sua trajetória, provavelmente verá uma menina começando.

Sua mãe poderá enxergar um pouco mais.

Ela saberá tudo o que aconteceu antes daquela fotografia.

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