Elias dos Santos: aos seis anos, entre as câmeras e o sonho de ser jogador de futebol

Descoberto por uma agência e aprovado posteriormente por outras, Elias Correia dos Santos começa a construir seu espaço como modelo infantil e criador de conteúdo. Em entrevista exclusiva à VOLPH, sua família revela um menino que gosta de fotografar, já realizou trabalhos para uma marca infantil e leva para a carreira a mesma alegria com que fala de futebol, dos pais e dos sonhos que guarda para quando crescer.

Elias Correia dos Santos tem seis anos e já aprendeu uma coisa que costuma levar tempo para qualquer pessoa diante de uma câmera: depois que ganha confiança, ele se solta.

A timidez aparece primeiro. Depois vem outro Elias. Alegre, carismático, brincalhão, amigo, um menino que gosta de fotografar e que, segundo a própria família, “faz a festa com todos” quando se sente confortável. É essa combinação entre uma personalidade inicialmente reservada e a espontaneidade que aparece em seguida que começa a definir sua presença como modelo infantil.

Morador de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Elias entrou nesse universo depois de ser descoberto por uma agência. A experiência abriu caminho para as redes sociais e para uma trajetória que a família passou a acompanhar com maior atenção. O momento que eles identificam como uma virada veio quando o perfil de modelo do menino recebeu aprovação de diferentes agências. Para uma criança que estava apenas começando, o reconhecimento funcionou como confirmação de que havia ali algo a desenvolver.

Aos poucos, as fotografias deixaram de representar apenas uma experiência e começaram a formar um percurso.

Elias já realizou dois trabalhos para a Confete Moda Kids e Teens, colaboração que sua família aponta como a mais especial até agora. O segmento também combina com a direção que pretendem seguir: roupas, calçados, brinquedos e marcas relacionadas à infância estão entre as possibilidades consideradas coerentes para sua imagem.

Existe, no entanto, uma frase da entrevista que ajuda a entender melhor quem está do outro lado dessas fotografias.

Quando perguntado sobre o que uma marca deveria saber antes de trabalhar com ele, Elias responde: “Sou criança e ainda estou aprendendo.”

Logo depois, acrescenta que gosta muito de tirar fotos e ser espontâneo.

É uma resposta curta, mas especialmente reveladora.

O menino que já começa a ser apresentado profissionalmente não desaparece para que o modelo apareça. Elias está aprendendo. Está experimentando. Está entendendo aos poucos o que significa estar diante de uma câmera, produzir conteúdo e ocupar um espaço nas redes sociais.

Essa condição não diminui sua trajetória. Dá a ela a dimensão correta.

Sua presença digital também está em construção. Elias acompanha assuntos que estão em alta nas redes e publica conteúdos ligados ao universo de modelo. A personalidade alegre e meiga aparece como o principal elemento de autenticidade, enquanto aprender a se posicionar nesse ambiente é apontado como um de seus maiores desafios.

Há crescimento, mas a família não mede sua maior conquista apenas por números.

Ao responder sobre aquilo de que mais se orgulham até agora, aparecem duas coisas na mesma frase: o crescimento rápido no Instagram e “ser uma criança feliz”.

A proximidade dessas duas respostas diz bastante sobre a maneira como a carreira vem sendo conduzida.

No universo infantil, resultados profissionais ganham outro significado quando a pessoa diante da câmera ainda está formando sua própria percepção sobre aprovação, exposição e reconhecimento. Uma campanha importa. Um casting importa. O crescimento de um perfil também pode abrir portas. Mas nenhum desses acontecimentos deveria substituir aquilo que uma criança precisa continuar encontrando fora do enquadramento.

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Na história de Elias, esse lugar é ocupado principalmente pela família.

Quando fala sobre quem o inspirou no início, ele não menciona alguém conhecido da moda, do esporte ou da internet. Cita a mãe e o pai. São eles, segundo conta, que o apoiam e o incentivam a melhorar a cada dia. E quando surgem críticas ou pressão nas redes, é novamente a família que aparece como seu ponto de segurança, ajudando-o a manter a tranquilidade e o foco.

Essa presença acompanha uma criança que já sabe sonhar grande.

Elias quer crescer e ser reconhecido pelo trabalho como modelo. Nos próximos anos, a intenção é continuar evoluindo profissionalmente e usar sua experiência para servir de boa influência a outras crianças que também desejam entrar nesse universo.

Mas a moda não ocupa sozinha o imaginário desse menino de seis anos.

Elias ama futebol.

É justamente essa liberdade que torna seu momento interessante para NEW FACE.

Quando observamos crianças que estão começando, o objetivo não é procurar uma carreira adulta em miniatura. É descobrir personalidade. Entender de onde surgiu o interesse. Identificar os primeiros movimentos concretos e conhecer quem acompanha aquela criança quando a sessão termina.

No caso de Elias, já existem sinais objetivos dessa construção: a descoberta por uma agência, aprovações posteriores, presença digital em crescimento e dois trabalhos realizados para uma marca do segmento infantil.

Mas há outra dimensão da entrevista que conta ainda mais sobre ele.

Perguntado sobre o impacto que deseja deixar em seu público, Elias fala em oferecer bons exemplos que possam inspirar outras pessoas. Quando responde sobre o que o move diariamente, coloca sua fé em primeiro lugar, seguida pela família e pelos sonhos que guarda para a vida adulta.

E quando chega a pergunta sobre sua lembrança mais marcante, a resposta não envolve agência, fotografia ou trabalho.

Elias escolhe um passeio com os pais em um evento do Monster Truck Live.

Esse detalhe parece pequeno até entendermos o que ele revela.

A carreira já começa a produzir acontecimentos importantes para Elias. Existem trabalhos, aprovações, fotografias e uma audiência crescendo. Mas, quando um menino de seis anos procura dentro das próprias lembranças aquilo que merece ocupar o primeiro lugar, ele encontra um dia vivido com os pais.

É uma resposta que coloca cada conquista em sua posição correta.

Para muitas famílias que acompanham uma criança no início da carreira artística ou de modelo, existe um desejo compreensível de construir oportunidades que não existiam antes. Há orgulho quando chega uma aprovação, expectativa antes de um casting e felicidade quando alguém reconhece aquilo que os pais já enxergavam no próprio filho.

A responsabilidade está em permitir que a criança tenha conquistas sem fazer com que precise viver para conquistá-las.

Elias começa sua trajetória com uma vantagem que nenhum book profissional consegue fabricar: ele ainda parece ter espaço para ser muitas coisas ao mesmo tempo.

Modelo diante das câmeras.

Menino tímido nos primeiros minutos.

Amigo quando ganha confiança.

Apaixonado por futebol.

Filho que encontra nos pais sua inspiração.

E uma criança de seis anos que, quando pensa em um dos dias mais especiais de sua vida, lembra de um passeio em família.

A VOLPH encontra Elias nesse momento. Não como uma promessa que precisa ter o futuro antecipado, mas como um novo rosto cuja história já apresenta fatos suficientes para despertar atenção.

As agências abriram as primeiras portas. Os trabalhos começaram. A imagem está sendo construída.

Mas o detalhe mais interessante de Elias ainda está fora de qualquer currículo: ele sabe que está aprendendo.

E, aos seis anos, continuar aprendendo enquanto os sonhos crescem ao seu redor é um excelente lugar para começar.

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