13/09/2026
Aos oito meses, Gabriele dos Santos Silva já demonstra uma característica que acabou mudando a maneira como seus pais passaram a enxergar as fotografias da filha: Gabi gosta da câmera. Risonha, curiosa e atenta às pessoas ao redor, ela reage com naturalidade quando é fotografada e deixa que sua personalidade apareça sem que seja necessário criar um personagem para isso.
Foi dentro de casa que seus pais perceberam essa desenvoltura. Como acontece em tantas famílias, fotografar Gabi começou como uma maneira de guardar uma infância que muda rapidamente. Cada fase merecia um registro. Aos poucos, porém, a câmera passou a revelar algo além da memória familiar.
“Percebemos o quanto a Gabi se desenvolvia bem diante das câmeras e como ela é espontânea e curiosa”, contam os pais em entrevista exclusiva à VOLPH. A partir dessa percepção, decidiram investir em ensaios profissionais, organizar sua presença nas redes sociais e procurar as primeiras oportunidades na moda e na publicidade infantil.
Ainda não há um currículo extenso — e seria artificial esperar isso de uma bebê de oito meses. Sua história profissional é formada justamente pelos acontecimentos que inauguram uma carreira: o primeiro material produzido com intenção profissional, os ensaios que apresentaram à família um mercado até então desconhecido e os primeiros convites para participar de castings. Para seus pais, cada uma dessas experiências já representa uma conquista.
A ambição existe e é assumida. Eles enxergam potencial na filha, querem desenvolver sua imagem e desejam que ela tenha oportunidades. Pensam em campanhas, comerciais e projetos especiais e sonham em vê-la trabalhando com grandes marcas infantis. Também imaginam uma presença digital que cresça junto com Gabi e reúna uma comunidade interessada em acompanhar seu desenvolvimento.
O que não existe é a intenção de antecipar etapas.
Aos oito meses, Gabi não precisa compreender o significado de seguidores, publicidade ou aprovação em um casting. A administração desse universo pertence aos pais. São eles que selecionam o conteúdo, acompanham as oportunidades e filtram comentários e opiniões que chegam pelas redes. Na entrevista, deixam claro que críticas e pressões da internet não devem fazer parte da experiência da filha.
Esse cuidado também orienta o conteúdo publicado. A família intercala moda infantil e ensaios com momentos de rotina, passeios, experiências e registros familiares. A preocupação é preservar a personalidade da criança em vez de moldá-la para atender às expectativas de uma audiência.
É uma decisão que ganha importância justamente porque Gabi começa tão cedo.
A câmera consegue registrar uma criança; ela não deveria determinar quem essa criança precisa ser.
Quando falam sobre autenticidade, seus pais retornam sempre à mesma ideia: mostrar Gabi como ela é. Uma bebê curiosa, observadora, espontânea, interessada no que acontece ao redor e que demonstra um jeito próprio quando está diante das lentes. É essa personalidade, e não uma performance criada para as redes, que eles pretendem levar para os trabalhos.
A mesma lógica determina quais marcas fazem sentido para essa trajetória. Moda infantil aparece naturalmente, assim como produtos para bebês e crianças, brinquedos, livros, alimentação, cuidados, acessórios e experiências familiares. Mas o critério mais importante citado pelos pais não está relacionado ao tamanho da empresa ou à visibilidade de uma campanha.
“Para nós, é importante que a parceria seja verdadeira, respeite a infância, tenha uma comunicação leve e esteja alinhada com os valores da família”, explicam. O objetivo é construir relações duradouras com empresas que tenham conexão real com Gabi e com o público que acompanha seu crescimento.
Essa resposta revela uma família que já compreendeu uma das decisões mais importantes de uma carreira infantil: oportunidade e adequação não significam a mesma coisa.
Uma criança pode ser escolhida para um trabalho e, ainda assim, aquele trabalho não fazer sentido para sua idade, rotina ou momento. Quando os responsáveis entendem essa diferença, a construção profissional deixa de ser uma corrida por exposição e passa a ter critérios.
É também por isso que a história de Gabi interessa à NEW FACE.
Descobrir um novo rosto não significa procurar uma versão infantil de uma carreira adulta. Significa observar personalidade, desenvoltura, potencial e, principalmente, a estrutura que existe ao redor daquela criança enquanto tudo ainda está começando.
Quando perguntados sobre o que sustenta esse início, seus pais falam sobre carinho, incentivo e presença. São eles que acompanham cada experiência, registram as fases da filha e procuram fazer com que as oportunidades sejam vividas com leveza. A família não aparece como um detalhe de bastidor; é parte fundamental da maneira como essa trajetória está sendo construída.
O futuro que imaginam é bastante concreto. Querem ver Gabi crescendo de maneira consistente no ambiente digital, realizando trabalhos com marcas ligadas ao universo infantil e familiar e explorando moda, publicidade e criação de conteúdo. O sonho profissional inclui grandes campanhas, comerciais e projetos especiais.
Mas existe uma escolha interessante quando os pais são convidados a falar sobre aquilo que desejam deixar para quem acompanha a filha.
Falam em alegria, leveza e autenticidade. Querem que outras famílias acompanhem Gabi vivendo novas experiências e descobrindo seus talentos sem que isso signifique atropelar as etapas da infância.
É aí que uma matéria sobre uma bebê que começa na moda deixa de ser apenas sobre fotografias.
Todo pai e toda mãe conhece, em alguma medida, a experiência de descobrir alguma coisa no próprio filho antes que ele tenha idade para perceber aquilo em si mesmo. É o olhar de quem identifica uma facilidade, um interesse, uma personalidade ou uma habilidade e decide oferecer espaço para que aquilo se desenvolva.
O papel dos pais não é escrever antecipadamente o final dessa história. É reconhecer o que existe no presente e criar condições para que a criança possa crescer com possibilidades.
Os pais de Gabi fizeram essa escolha diante de uma câmera.
E existe uma resposta na entrevista que coloca toda essa construção em perspectiva.
Quando falam sobre a lembrança mais marcante da história da filha, não escolhem o primeiro ensaio profissional. Não escolhem um convite para casting. Não escolhem uma fotografia.
Escolhem o dia em que Gabi nasceu.
É uma resposta que explica melhor a trajetória de Gabriele do que qualquer previsão sobre onde sua imagem poderá chegar.
Porque os castings são recentes. Os ensaios profissionais são recentes. A construção digital é recente. Aos oito meses, praticamente tudo em sua vida ainda é novo.
Mas o olhar que encontrou talento nela veio primeiro do mesmo lugar que continua determinando seus limites: sua família.
Hoje, Gabi já possui seus primeiros registros profissionais e começa a conhecer um mercado que seus pais decidiram explorar com seriedade. Há intenção de carreira, investimento em imagem e sonhos definidos para os próximos anos. Há também uma menina de oito meses que continua brincando, observando pessoas e descobrindo o mundo no próprio ritmo.
Gabi é uma NEW FACE porque existe algo para observar agora: uma espontaneidade percebida cedo, uma relação natural com a câmera e uma família que decidiu transformar essa característica em oportunidade.
O restante da história ainda não está escrito.
E, aos oito meses, é exatamente assim que deve ser.