08/10/2026
Aos nove anos, Helena Brum pediu à mãe que a levasse a uma agência. Já sabia o que queria: ser atriz. Para quem ouviu aquele pedido, era a oportunidade de acolher um desejo que vinha se revelando desde muito cedo. A menina que gostava de dançar, gravar vídeos e aparecer nas fotografias começava a encontrar palavras para dizer como imaginava seu futuro. Sua mãe a escutou — e foi com ela.
Em entrevista exclusiva à VOLPH, a mãe apresenta a história de Helena a partir desse encontro entre vontade e apoio. Hoje, aos 11 anos, a modelo, atriz e influenciadora vive em Jundiaí, São Paulo, e reúne experiências na moda e no audiovisual. Por trás de cada trabalho, porém, há um começo que merece ser lembrado: uma criança apaixonada pela arte e uma mãe disposta a ajudá-la a descobrir os caminhos possíveis.
O primeiro contato com a dança aconteceu aos dois anos, quando Helena iniciou no ballet. Vieram as apresentações, os vídeos, as fotografias e o prazer de estar diante das câmeras. Ao longo do crescimento, aquele interesse permaneceu. Autêntica, carismática, comunicativa e extrovertida, ela foi encontrando diferentes maneiras de se expressar. A arte já fazia parte de sua infância muito antes de se transformar em uma possibilidade profissional.
Carioca, Helena viveu por quase sete anos na Bahia. Pilar ocupa um lugar especial em suas lembranças: foi ali que viveu momentos inesquecíveis e construiu amizades que deseja levar para a vida. Essa parte de sua história acompanha a menina mesmo depois da mudança para São Paulo, aos nove anos. Antes dos novos trabalhos e das oportunidades, existem lugares e pessoas que ajudaram a formar quem ela é.
Foi em São Paulo que o pedido para conhecer uma agência começou a ganhar forma. A mãe a levou a algumas delas, e Helena produziu seus primeiros materiais fotográficos. Em junho de 2025, participou de seu primeiro editorial como modelo. A experiência se tornou um marco: depois daquele trabalho, sua mãe criou o perfil profissional da filha no Instagram. Novas possibilidades começaram a aparecer, entre fotografias, desfiles, recebidos e publicidades.
A primeira parceria permanece entre as mais especiais justamente por ter sido a primeira. Há conquistas que guardam o valor do começo: o momento em que algo até então imaginado se torna uma experiência concreta. Para Helena, aquele editorial abriu uma nova etapa. Para uma mãe que havia atendido ao pedido da filha, também representa uma lembrança preciosa de quando as duas começaram a percorrer esse caminho juntas.
Em outubro de 2025, Helena teve sua primeira experiência no audiovisual, com uma participação na série “Gigabyte”, pela Like Play. Em março de 2026, participou do filme “O pai tá on”, da mesma produtora. Em maio, entrou para a agência Cintra e começou a realizar testes. Aos poucos, o desejo de atuar foi encontrando espaço em trabalhos que lhe permitiram conhecer, na prática, o universo que tanto a encantava.
Em julho de 2026, integrou o elenco principal do longa-metragem “Acampamento de Férias do Sr. Alfredo”, da Cintra Produções. Entre as experiências relatadas à revista, contracenar com Stênio Garcia e Rosa Maria Murtinho aparece como sua maior conquista até então. O filme ainda não havia estreado na ocasião do relato, mas o significado dessa participação já estava presente: Helena havia alcançado uma oportunidade importante dentro do sonho que começou a defender ainda pequena.
Sua trajetória também inclui a escalação para o filme “Fragmentos”, com gravações previstas para novembro de 2026, conforme informado à VOLPH. Cada novo projeto acrescenta aprendizado a uma carreira que está começando. E cada etapa devolve à história aquele pedido dos nove anos: a menina queria ser atriz; agora, começa a reunir experiências que dão forma a essa vontade.
Nas redes sociais, Helena compartilha trabalhos como modelo e atriz, treinos e competições de ginástica artística, além de moda, diversão e humor. É também nesse espaço que interpreta Josefa, uma personagem criada por ela para vídeos engraçados. A criação revela uma dimensão especialmente bonita de seu interesse pela atuação: Helena já experimenta ideias próprias e encontra prazer em dar vida a uma personagem de sua autoria.
O relato também reconhece os desafios. Há períodos mais corridos, com provas escolares, competições e gravações, e momentos em que o cansaço aparece. São detalhes que tornam essa trajetória humana e lembram que, junto às oportunidades, existe uma menina em idade escolar, vivendo diferentes descobertas. Acompanhar seu desenvolvimento significa olhar para essa vida inteira, com atenção ao que ela conquista e ao que precisa em cada fase.
A fé em Deus e o vínculo com a família aparecem como fontes de motivação. Helena deseja crescer como atriz e, no futuro, tornar-se uma referência para outras meninas apaixonadas pela arte. Também sonha em integrar o elenco de uma novela. No relato enviado à revista, celebra ter ultrapassado 20 mil seguidores em cerca de um ano de presença digital, mas suas ambições alcançam algo além dos números: ela quer construir uma trajetória e inspirar outras meninas a acreditarem nas próprias possibilidades.

Ao conhecer sua história pela perspectiva materna, o que emociona é perceber a continuidade entre a menina do ballet, a criança que pediu para conhecer uma agência e a jovem artista que começa a ocupar seu lugar nas telas. Há crescimento, coragem e descobertas nesse percurso. Há também a presença de uma mãe que ouviu um sonho e ajudou a filha a dar os primeiros passos.
Helena ainda tem muito a viver e a aprender. Seu futuro permanece aberto, como deve ser. Mas existe algo que já faz parte de sua história e que nenhuma estreia poderá substituir: quando ela disse que queria ser atriz, encontrou alguém disposto a caminhar ao seu lado. Para uma mãe, vê-la avançar pode trazer de volta a emoção daquele primeiro pedido — agora acompanhada do orgulho de reconhecer, em cada nova experiência, a filha que está aprendendo a realizar o próprio sonho.