Ana Laura De Boni: aos 10 anos, entre as câmeras e as pistas de hipismo

De Gravataí, no Rio Grande do Sul, a jovem modelo e influenciadora começa a desenhar uma trajetória que reúne moda, atuação e uma paixão pelos cavalos. Seu maior sonho é ser reconhecida — mas algumas de suas respostas mais reveladoras ainda pertencem inteiramente à menina que ela é.

A pergunta era sobre inspiração. Quem, afinal, havia inspirado Ana Laura De Boni no início de sua trajetória?

“Eu mesma.”

A resposta poderia terminar ali. Aos 10 anos, Ana Laura ainda tem uma história curta para contar sobre carreira, mas já sabe com bastante clareza o que gostaria de encontrar adiante. Quer ser modelo. Quer ser atriz. Quer ser reconhecida pelo próprio trabalho. E quando precisa apontar a primeira pessoa que a fez acreditar nessa possibilidade, não procura uma referência distante: escolhe a si mesma.

De Gravataí, no Rio Grande do Sul, Ana Laura se apresenta como uma menina “alegre, comunicativa, carismática e determinada”. Diz gostar de aprender coisas novas, considera-se dedicada e gosta de transmitir alegria e confiança. São características que começam a aparecer também na maneira como ocupa as redes sociais, onde divide partes de uma rotina que mistura interesses bastante diferentes para alguém de apenas 10 anos.

Há a moda. Há o desejo de atuar. Há a vida digital. E há os cavalos.

Ana Laura é também amazona, e é justamente no hipismo que está uma das lembranças que escolheu destacar quando perguntada sobre o que viveu de mais marcante até agora: “As provas que ganhei de hipismo.”

A resposta revela uma menina que não existe apenas diante da câmera. As pistas de hipismo fazem parte de sua história tanto quanto as imagens que publica e o sonho de atuar. É uma combinação que ajuda a compreender seu universo sem precisar torná-lo maior do que ele é: Ana Laura está descobrindo cedo aquilo de que gosta e experimentando os lugares onde consegue se imaginar.

Entre aquilo que já viveu e tudo o que ainda quer viver

Quando fala sobre sua trajetória profissional, Ana Laura não apresenta uma coleção de grandes feitos. A entrevista registra uma experiência ligada a Patrícia Poeta como um momento marcante desse começo, sem trazer detalhes adicionais sobre o trabalho. É uma lembrança que ela escolheu colocar entre os acontecimentos importantes de uma carreira ainda em seus primeiros movimentos.

Sua motivação, por outro lado, não exige explicação longa. “Meu sonho de ser modelo e atriz”, responde ao dizer o que a mantém interessada em continuar.

É justamente essa distância entre o que Ana Laura já realizou e aquilo que deseja realizar que torna seu momento interessante. Ela ainda não chegou ao lugar que imagina para si — e não tenta fingir o contrário.

Perguntada sobre sua maior conquista até agora, responde simplesmente: “Nenhum.” Quando a questão passa para o maior desafio, aponta a dificuldade de aparecer trabalho.

Para uma menina que diz querer ser reconhecida, há muita história ainda em branco.

E isso importa.

Quando fala sobre sua trajetória profissional, Ana Laura não apresenta uma coleção de grandes feitos. A entrevista registra uma experiência ligada a Patrícia Poeta como um momento marcante desse começo, sem trazer detalhes adicionais sobre o trabalho. É uma lembrança que ela escolheu colocar entre os acontecimentos importantes de uma carreira ainda em seus primeiros movimentos.

Sua motivação, por outro lado, não exige explicação longa. “Meu sonho de ser modelo e atriz”, responde ao dizer o que a mantém interessada em continuar.

É justamente essa distância entre o que Ana Laura já realizou e aquilo que deseja realizar que torna seu momento interessante. Ela ainda não chegou ao lugar que imagina para si — e não tenta fingir o contrário.

Perguntada sobre sua maior conquista até agora, responde simplesmente: “Nenhum.” Quando a questão passa para o maior desafio, aponta a dificuldade de aparecer trabalho.

Para uma menina que diz querer ser reconhecida, há muita história ainda em branco.

Porque conhecer Ana Laura neste momento significa encontrá-la antes que uma eventual carreira possa ser contada apenas por campanhas, personagens, números ou créditos. Aos 10 anos, o que existe é vontade. Existe uma menina interessada em trabalhar, uma mãe conduzindo sua presença digital, algumas experiências já vividas e uma quantidade muito maior de possibilidades ainda pela frente.

O reconhecimento que Ana Laura deseja não chegou pronto. É exatamente o que ela está buscando.

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Nas redes, quem decide é a mãe

A presença digital de Ana Laura acompanha aquilo que ela vive fora da tela. Ela descreve seu conteúdo como “alegre, autêntico e criativo”, com registros de sua rotina como atriz, modelo e amazona, além de momentos do dia a dia. Quando perguntada sobre o que a ajuda a manter autenticidade nas redes, a resposta volta ao cotidiano: “Compartilhar momentos reais da minha rotina, mostrar quem eu sou.”

Existe, porém, uma decisão importante acontecendo antes de cada publicação.

“Minha mãe faz as postagens, ela decide.”

É assim que Francisca De Boni aparece na história da filha: não disputando o centro da narrativa, mas acompanhando o espaço em que Ana Laura começa a se apresentar publicamente. Aos 10 anos, sua imagem digital passa pelo olhar materno.

A entrevista concedida por Francisca guarda, inclusive, algo que fotografias sozinhas dificilmente conseguiriam registrar: a voz da filha neste exato momento.

É assim que Francisca De Boni aparece na história da filha: não disputando o centro da narrativa, mas acompanhando o espaço em que Ana Laura começa a se apresentar publicamente. Aos 10 anos, sua imagem digital passa pelo olhar materno.

A entrevista concedida por Francisca guarda, inclusive, algo que fotografias sozinhas dificilmente conseguiriam registrar: a voz da filha neste exato momento.

Ana Laura ainda responde como uma criança.

Quando perguntam como lida com críticas e com a pressão da internet, não elabora uma teoria sobre exposição digital. Diz apenas: “Nem dou bola.” Quando querem saber o que poucas pessoas conhecem sobre ela, responde: “Não sei, acho que me conhecem bem.” E, diante da pergunta sobre o que a move diariamente, escolhe talvez a resposta mais simples de toda a conversa: “Minha vida.”

É nessa espontaneidade que seu retrato ganha força.

A ambição profissional existe, mas ainda não substituiu a infância. Ana Laura fala sobre carreira e reconhecimento e, logo depois, volta a responder com a objetividade de uma menina de 10 anos. Não há necessidade de corrigir essa contradição. É justamente ela que torna este começo tão particular.

O sonho de ser reconhecida

Ana Laura consegue imaginar o que gostaria de encontrar nos próximos anos. Quer desenvolver sua presença digital e vê a monetização como parte desse futuro. Na moda e na beleza, cita Sephora, Zara, moda infantil e produtos de beleza quando perguntada sobre os tipos de marcas que fazem sentido para seu universo. A própria entrevista deixa claro, porém, que essas referências não correspondem a parcerias realizadas: ao ser questionada sobre sua colaboração mais especial, responde “nenhuma”.

Seu maior sonho profissional cabe em duas palavras: “Ser reconhecida.”

Reconhecimento, para Ana Laura, parece estar ligado sobretudo à possibilidade de mostrar aquilo que consegue fazer. Quando perguntada sobre o impacto que deseja deixar em seu público, ela responde que quer “mostrar meu trabalho e que uma criança pode ser uma grande atriz, modelo e o que quiser.”

Talvez seja aí que a menina e a profissional que ela deseja se tornar mais se aproximem.

Ana Laura quer que olhem para seu trabalho, mas também quer que outra criança possa olhar para ela e enxergar uma possibilidade. Aos 10 anos, isso ainda não vem acompanhado de um discurso ensaiado. Vem de uma menina que gosta de cavalos, comemora as provas que venceu, quer aparecer em novos trabalhos e não esconde o tamanho do sonho que tem.

Para Francisca, existe ainda outro registro acontecendo silenciosamente: acompanhar a filha antes de saber onde essa história vai chegar.

Hoje, Ana Laura tem 10 anos. Mora em Gravataí. É modelo, influenciadora e amazona. Sonha com a atuação. Ainda procura novas oportunidades, ainda não aponta uma grande conquista profissional e deseja um dia ser reconhecida. Sua história não precisa ser apresentada como concluída porque sua graça está justamente no contrário: ela está começando.

Talvez, anos adiante, algumas dessas respostas pareçam pequenas diante do que Ana Laura tiver vivido. Outras poderão ganhar um significado que hoje ainda não existe. As provas de hipismo continuarão pertencendo às primeiras memórias. Francisca continuará sendo a mãe que estava ali quando as postagens ainda passavam por suas mãos. E esta entrevista continuará guardando a voz de uma menina que, antes de qualquer grande reconhecimento, já conseguia dizer com clareza o que queria.

Há uma pergunta, sobretudo, que merece permanecer intacta.

Quem inspirou Ana Laura De Boni no início?

“Eu mesma.”

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